Apesar das incertezas provocadas pela política comercial dos Estados Unidos, a economia brasileira segue demonstrando resiliência em 2025. Um levantamento recente com economistas aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,2% neste ano, sustentado pelo fortalecimento do mercado de trabalho, aumento no consumo e programas de transferência de renda.
No entanto, a inflação tem causado preocupação. A estimativa para o índice anual é de 5,2%, valor acima do teto da meta do Banco Central, que é de 4,5%. Esse desvio pode comprometer a trajetória de cortes na taxa Selic e afetar diretamente o custo de vida da população.
Além disso, o risco de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros impostas pelos EUA, a partir de 1º de agosto, representa um desafio adicional. A medida, anunciada como proteção à indústria americana, pode atingir fortemente setores como o agronegócio, siderurgia e manufatura.
O governo brasileiro, por meio do Ministério da Fazenda, afirmou que mantém negociações com autoridades norte-americanas, mas já prepara planos alternativos, como o redirecionamento de exportações para outros mercados.
Mercado de trabalho aquecido ajuda a sustentar a economia
Mesmo com os riscos externos, o mercado de trabalho brasileiro segue forte. Dados indicam crescimento no emprego formal e aumento no salário mínimo, o que impulsiona o consumo das famílias e estimula setores como o varejo e os serviços.
Cenário exige cautela do Banco Central
Com a inflação acima da meta, o Banco Central tem agido com prudência e deve manter a Selic estável nos próximos meses. A expectativa do mercado é que cortes nos juros só retornem com mais clareza sobre a trajetória dos preços.