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Brasil pode não fechar acordo com os EUA antes do prazo, diz ministro da Fazenda
Tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras entram em vigor em 1º de agosto; governo busca alternativas para reduzir impactos
Por Administrador
Publicado em 21/07/2025 11:34
Nacional

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (21) que o Brasil pode não conseguir concluir as negociações comerciais com os Estados Unidos até o prazo limite de 1º de agosto, quando passam a valer as tarifas adicionais impostas pelo governo americano sobre produtos brasileiros.

As novas taxas, que podem chegar a até 50%, foram anunciadas como medida de proteção à indústria norte-americana e representam uma ameaça direta a setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio, o aço e os bens manufaturados.

Durante entrevista coletiva, Haddad destacou que o Brasil permanece aberto ao diálogo com Washington, mas que já estuda alternativas para mitigar os impactos econômicos. “Estamos atentos e trabalhando com responsabilidade. O Brasil não ficará de braços cruzados”, declarou.

Segundo o ministro, o governo avalia redirecionar exportações para mercados da Europa, Ásia e países em desenvolvimento, buscando novas rotas comerciais para compensar possíveis perdas nos embarques aos EUA.

Risco para a balança comercial

Especialistas alertam que, se implementadas, as tarifas podem causar prejuízos bilionários à balança comercial brasileira e afetar diretamente o desempenho econômico do segundo semestre de 2025. A medida também coloca pressão sobre o setor produtivo, que já enfrenta desafios com a inflação elevada e o câmbio instável.

 

A expectativa agora é de que novas rodadas de negociação ocorram nos próximos dias, mas o tempo curto até o prazo final deixa o cenário incerto.

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